Doce Veneno


Sorvo um gole desse doce veneno
Não consigo mais negar
O corpo abandona-se, flutua
Deixando-se finalmente embriagar
Sinto-o a queimar-me as entranhas
Fazendo sucumbir a carne vazia
Percorre célere as minhas veias
Fazendo explodir o coração
Nessa adorável e vã loucura
Sufoco-me, afogo-me
A minha mente não é mais sã
Afundo-me, sem lutas, nem barreiras
De repente tudo enegrece
Sinto uma terrível solidão
Não mais te vejo, não mais te toco
Sinto cá dentro a flamejar
Este maldito veneno
Que me inflama a alma
Que faz sucumbir o meu corpo
Sinto a bofetada da realidade
Atinge-me em cheio, nesse devaneio
Acordo, sonâmbula nesse pesadelo
A realidade forjada, fantasiada
Pelo meu estúpido e louco coração

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