Mostrar mensagens com a etiqueta Divagações. Mostrar todas as mensagens

Vaguear

5 Comments »


Estou com uma vontade louca
De passear, de vaguear pela chuva
De me perder na imensidão
Deixar o meu corpo molhar-se
E com a água a tristeza
Deixa-la esvair-se do meu ser
Quero lavar a alma
Purifica-la de todos estes pensamentos obscuros
Quero passear entre o céu e a terra
Entre o que sou e o que não sou

Frio Na Alma

3 Comments »


Por vezes...
Queria entender
Este frio hediondo
Que me vai na alma
Cresceu e foi fecundado
Inúmeras vezes
Dado à luz outras tantas

E eis que finalmente
Acaba por fenecer
Por entre as cortinas
Abertas da memória
Em que é reflectido
No espelho da realidade
Onde me vejo ali
Caída, Despida
Perdida em mim mesma

Sitio Especial

46 Comments »


Hoje busquei um pouco de solidão
Senti a necessidade imperiosa
De ir ao meu lugar de meditação

Sentei-me a olhar cegamente
O mar escuro e revolto
Imenso à minha frente

Pensamentos sombrios
Cruzaram a minha mente
Sentimentos obscuros

Revolveram o meu subconsciente
Busquei consolo nas recordações
Mas até elas fugiram fútilmente

Um soluço escapou ruidosamente
Senti um aperto no peito
Pergunto-me se "ele" ainda sente

As lágrimas brotam
Húmidas e sentidas
Pelas faces rolam

Lavam a alma denegrida
Mancham a pele frágil
Deixando-a enegrecida

Senti o corpo gelado
Abandonado nesse ocaso
O sol estava já deitado

Na noite me perdi
Vagueei sem rumo
E na escuridão me dilui...

Vem...

10 Comments »


Vem... Estou carente
O meu amor por ti
É causa urgente

Vem... Quero-te abraçar
Docemente nos meus braços
Poder te embalar

Vem... É noite de luar
Não me deixes assim
Pelo teu carinho esperar

Vem... Pela madrugada
Inundar-me de amor
Até não restar mais nada

Naufrago

12 Comments »


Sou um marinheiro perdido
Atracado num porto distante
Num barco escondido
Neste mundo gigante

Vagueio por aí sem rumo
De alma envenenada
Por essa noite vazia
Cortando o tempo à navalhada

Voltei as costas ao futuro
Embriaguei-me com o riso do passado
À muito não trespassa esse muro
Desta vida estagnada

De que vale ter o mapa
Se o barco está parado
Avistar a terra prometida
Tendo o fim já traçado

Notas da Paixão

3 Comments »


Dedilho notas incandescentes
Na tua cútis de maciez perfeita
Não tenho palavras suficientes
Para o calor que me invade

Vai subindo, degrau a degrau
Sem pressas, sabe que no fundo
Aprecio o toque abrasador
Invade-me arrogante, requintado

Adoro degustar esse tépido aroma
Tão único que não o sei desvendar
Perco-me no aconchego do seu colo
Sentindo o calor do desejo a chegar

Palavras incoerentes, brotam do nada
Desabrocham, como uma rara flor
Poderosas e ao mesmo tempo frágeis
Tão intensas que provocam dor

Gritos abafados, corpos cansados
Pequenos longos instantes de uma morte deliciosa
Onde os sentidos agrilhoados
Finalmente são poderosamente libertados

Partículas de Ti

5 Comments »


Preciso de ti
Para não navegar
Por aí à deriva
Sonâmbula...
Na rota incerta do desejo
Quero ouvir os teus gemidos
Suavemente pendurados nas estrelas
Agarro entre os meus dedos
As partículas da tua cútis
Invento a cor dos teus suspiros
Mergulho incansável
No imenso dos teus braços
Em busca do perfume
Do teu desejo...

Noite Cruel

4 Comments »


A noite lentamente invade
Com os seus mistérios

Seduzindo-me vagarosa
Penetra os meus domínios

Invade os meus pensamentos
De emoções estranhas
Correm desenfreados
Ocultas nesse labirinto

Ouço o seu riso cruel
Ecoa nesse espelho quebrado
Onde fica a contemplar
O meu corpo no teu entrelaçado

**

Imagens @ www

...Temporais Alienados...

26 Comments »


Observo a palidez abstracta dos céus tempestuosos
O sol escarlate forma constelações aleatórias de corais
Que ondulam suavemente embriagados nos beirais irregulares

Dos telhados translúcidos do tempo irrevogável.

Sinto a voz do além a sussurrar tenuemente

O inicio de um novo ciclo magestoso

As palavras aprisionadas nas espirais do tempo
Gritam ávidas pela derradeira libertação
Onde finalmente poderão rasgar os céus do paraiso

Libertando a palidez dos temporais.

Oceano de Gritos

23 Comments »

Caminho por entre o vago,
Flutuo sobre os muros do Universo,
A vida é uma sucessão funesta,
De acontecimentos débeis,
O tempo está cansando,
Mortalmente magoado...
O destino resume-se a dois tristes versos,
O mero grito da minha alma vazia...
E o cenário desolado do tempo passado...
Quero poder respirar profundamente,
Todas as horas destas palavras inventadas,
Ficam para trás, pálidas e ressequidas,
São meras sombras esmaecidas,
Das distâncias nunca alcançadas,
Sinto a minha mente inundada,
Por um oceano de gritos,
Que calados me cortam a alma...

Pensamentos Tortuosos

23 Comments »


Deitada na cama...
Os meus pensamentos viajam...
Vagueiam...

Transportam-me...

Sinto calor...

Esta febre que me queima por dentro...
Sinto a falta do teu corpo...
Da tua silhueta...

Deitado a meu lado...
Arfante, cansado...
Adoro a maciez das tuas mãos...

Que vagueiam...
Sem pressas pelo meu corpo despido...
Acariciam ternamente os meus cabelos...
O meu rosto...
Os meus seios...
Como um hábil professor de anatomia...
Sem qualquer pudor...
Os tabus...
Os preconceitos...
Tudo fica esquecido...
És carinhoso, paciente...
Levas-me ao delírio...
Somos dois bailarinos...
Que executam na perfeição...
A subtil dança do amor...
Da volúpia...
Da paixão...

E quando atingimos o pico do prazer...
Caí-mos desfalecidos...
Cansados...
Vencidos...

Olhar Esgazeado

31 Comments »


Olhar perdido
Esgazeado pelas memórias
Pela saudade vazado

Caminho isolada
Sinto no rosto os pingos da chuva
Que me deixam a face orvalhada

Tão sozinha quanto a lua
Que nua se despe
Todas as noites e flutua

Olhar que cavalga como um corcel
Que já tão cansado
Come o derradeiro fel

Num impulso de loucura
Dispo-me da saudade
Ficando completamente nua

Olhar perdido
Sem rumo algum
Suavemente orvalhado

Sem qualquer gosto
As gotas de água
Rolam pelo rosto

Queimam a face molhada
Deslizam sem aviso, cruéis
E nelas me vejo reflectida

***

Imagem retirada da Internet

Não me Mates...

51 Comments »


Não me mates dentro de ti,
Ouve o som do teu coração,
Ele bate...
Na esperança que um dia,
Ainda vou ser tua...
Não me arranques,
Não vou sair assim,
Sem mais nem menos...
Deixa-me repousar,
Na tua memória,
Com um amor,
Que não causa dor.
Talvez essa morte não seja,
O que realmente desejas,
Guarda-me no teu peito,
Não mates a esperança,
De ainda me dares um beijo...
Não aniquiles o sonho,
Apesar de parecer impossível às vezes...
Pois corpo que não sente...
Simplesmente,
Mente...
Deixa-me existir bem ai...
Dentro de ti,
Como o entardecer,
Que vai findando lentamente...

Amor Proibido

38 Comments »


Dá-me a tua mão
Vem...
Vamos passear
Vaguear em outra dimensão.

Quero sem rumo viajar
Caminhar na noite escura
Com o luar a iluminar
O nosso longo percurso.

Somos dois seres
Duas almas gémeas
Que buscam os mesmos quereres
A mesma realização pessoal.

Seremos um único ser
Onde nada mais faz sentido
Vamos sair deste mundo insano
Aqui o nosso amor é proibido.

Seremos julgados
Cruelmente castigados
Por isso vem
Comigo viajar.

Para outro lado voar
Enquanto estiveres do meu lado
Nada, nem ninguém temerei
Seremos o passado, o presente e o futuro.

Seremos uma única alma
Em comunhão total
Ouve a canção do amor
Que ecoa no espaço sideral.

Vem...
Onde juntos alcançaremos
A luz celestial
Deste amor divinal.

A Fera...

14 Comments »


Para mim é cada vez mais difícil,
Tentar encurtar esta distância,
Quase que impossível,
Evitar a intolerância.

Tudo vai acumulando...
Até que assume uma proporção devastadora,
Sou uma simples alma sofredora,
Que ama o impossível, o impalpável...

Somos dois desconhecidos,
Ao mesmo tempo íntimos,
E totalmente interligados,
Mas por outro lado,
Completamente desintegrados.

Somos dois seres precisos...
Caminhamos juntos,
Mas um abismo,
Parece separar-nos.

Sou persistente e decidida,
Posso não te têr sempre ao meu lado,
Sou resistente aos acasos,
Mas o tempo,
Tem-me enviado recados.

A todos os instantes,
Recebo a sua visita,
Incômoda...
Inesperada,
Totalmente indesejada.

Num grito mudo,
Vem me avisar,
Que contra a distância...
É impossível lutar...

Ela é traiçoeira,
E pouca coisa tolera,
Quase posso jurar,
Que parece uma Fera.

Devora sem escrúpulos,
Todos os sentimentos,
Como se fossem a sua inesgotável,
Fonte de alimentos...

O Caminho da Perdição...

10 Comments »


Quero sair por aí
Pegar o meu carro e viajar

Sentir os quilómetros

Por mim a passar

A estrada sinuosa

De contornos algo misteriosos

Por vezes tortuosa

Quero sentir o veludo do estofos

Que macios a minha cútis abraçam

Tocam-me...

Tal qual as mãos experientes de um amante

Sinto-as a me acariciar

Levam-me a devaneios loucos
Quero-as a me desbravar

A velocidade estonteante

Faz a paisagem passar veloz

Apanho o caminho da perdição

Quero loucamente chegar à sua longínqua foz

Nesse leito nocturno

Tantas e tantas vezes me entreguei
Já lhe perdi a conta...

De quantas noites te procurei

Sinto o teu aroma intenso

Tal qual as flores que ladeiam a estrada

Rumo cegamente nessa escuridão

Tentando encontrar a tua morada

Eis que tristemente
Vislumbro mais uma aurora

O raiar de um novo dia

Chego a esse destino sem rumo
E fico nessa eterna agonia...

Cemitério Da Vida

14 Comments »



Nesse cemitério infindável,
Um dia eu vagueei,
Senti-me algo perdida,
Mas logo me reencontrei.

Nesse vácuo infinito vi o berço da vida,
Onde todos nascemos, seres puros e castos,
De alma virgem e sem maldade,
Crescemos de olhos esbugalhados,
Tentando alcançar a felicidade.

Nesse meio tempo,
Que temos de viabilidade,
A perdição instala-se,
E tudo passa a ser saudade.

Saudade da pureza,
Que um dia possuímos,
E esse mundo errante nos arrebatou,
Cruelmente nos tirou.

Acabamos por fenecer,
Tal qual uma flor ressequida,
Caímos prostrados, nesse buraco intemporal,
Secos e desidratados,
Onde nada mais nos poderá fazer mal...



As Duas Faces

10 Comments »


Sinto que fracturei o tempo,
Esse maldito inimigo dos meros mortais,
Alcancei o limbo da loucura desmedida,
Duas faces tão irreais.

Uma delas faz-me voar,
Pelos limites da insanidade,
Com um corvo como vigia,
Que me faz ficar,
Nessa eterna agonia.

A outra faz-me flutuar,
Nas nuvens da candura,
Com um mocho branco,
Envolta na sua doçura.

Será loucura...
Por favor quero despertar!
Será Realidade...
Não quero mais acordar!

Nesse impasse intemporal,
A minha mente vagueia distraída,
Salta de século em século,
Como se estivesse possuída.

Será que consigo,
Essas duas faces conjugar,
Quero as duas aquietar,
Para poder em paz,
Finalmente repousar...

Lembranças Chuvosas...

11 Comments »

Hoje a noite estava quente e sedosa.
Sentia-me algo nostálgica e triste...
Decidi ir dar um passeio ao luar.
Para as ideias desanuviar.
A estrada levou-me aquele sitio...
Já lá tinha estado várias vezes depois daquele episódio nocturno...
Mas nunca à noite...
Senti um arrepio pela espinha..
Olhei a paisagem anoitecida e luarenta lá fora,
Tão diferente da daquela noite...
De repente as imagens começaram a jorrar com uma força incontrolável...

Chovia e estava um relativo frio...
Tínhamos jantado e decidido ir dar uma volta,
Antes de tu, supostamente te despedires de mim...
Estacionei o carro e começamos a conversar.
A conversa mudou de rumo...
E começaste a me acariciar...
Sentia-me como uma adolescente de novo.
Aos beijos e amassos no carro.
As mãos vagueavam céleres por todos os cantos.
Invadiam os meus recantos.
Eu ainda resistia...
Fracamente.
Mas resistia...
Tu estavas visivelmente excitado...
Eu também o estava...
Mas tentava a todo o custo não sucumbir a tentação...
Não queria libertar a tesão...

Convidaste-me subtilmente a subir ao teu colo...
Eu acedi lentamente.
Lembro-me que te beijei Longamente...
Devagar...
Docemente...
A minha língua na tua a entrelaçar...
Um roçar de dentes...
Só para te provocar...
Uma mordida suave nos lábios...
Descolo a boca da tua para sofregamente respirar...
Olho-te na semi escuridão do carro,
Tenuamente iluminado pelo rádio ligado...
Sinto-me em chamas...
Com um calor que me queima por dentro e por fora...
Abro a porta e saio para a frescura da noite.
Tu sais-te a seguir...
Eu pequena... Tu alto...

Olhei a minha volta.
( existia um outro carro mais a frente estacionado...)
Não deste a mínima importância e abraçaste-me...
Sentia a chapa da viatura gelada e húmida contra as minhas costas...
E o teu corpo grande e quente...
Mesmo na minha frente...
Que me pressionava implacável contra a superfície molhada.
As carícias foram retomadas...
Ardentemente trocadas...
A roupa era um estorvo aos movimentos da paixão...
Levantas-te a saia do meu vestido...
E a mão atrevida pelo meu rabo deslizou...
Logo o meu sexo húmido e pulsante alcançou...
Lembrei-me vagamente que estávamos fora da viatura...
Disse-to...
Respondeste que ninguém via...
Que estava escuro...
Mergulhei novamente na embriaguez...
Nesse momento de insensatez...

Os corpos buscavam-se,
Entre caricias cada vez mais ousadas.
Agarrei o teu sexo duro como uma barra de aço.
Acariciei-o louca por o sentir.
Não na minha mão...
Mas sim dentro de mim...
Loucamente até me fazeres vir...

Aqui não...
( Bateu a ideia na minha cabeça...)
Mas logo o pensamento racional...
Foi banido pela fome carnal...
Quando o teu sexo perfurou o meu...
E me fez vibrar...
De luxúria gemer...
Os joelhos não me sustentaram...
E senti-me a deslizar...
Os joelhos quase no chão a tocar...

Até que senti os teus braços gentis que me enlaçaram...
E a tua voz sedutora que me sussurrou...
Vamos embora...
Está na minha hora...

O Livro Secreto

16 Comments »


Ouço um sussurro,
Não sei de onde ele brotou,
Apuro o meu sentido auditivo,
Que logo o encontrou.

O meu corpo impulsionado,
Por essa suave melodia,
Chega à estante mágica,
E absorvo a sua sinfonia.

A capa dourada e vermelha,
O meu olhar fascinado cativou,
A minha mão estende-se,
E suavemente o tocou.

Num impulso insano,
Do seu sitio secreto o tirei,
Sinto o choque electrizante,
Quando com os dedos ávidos,
A sua suave lombada toquei.

Ouço de novo o som murmurante,
Provinha do misterioso interior,
Daquele livro intrigante,
Docemente o seu interior desvendei.

Um rosto assustador brotou,
Saltou na minha direcção,
Um grito agonizante fez-se ouvir,
Ecoando na tenebrosa escuridão.

Inconscientemente,
A meus pés o deixei cair,
O susto e o pânico,
Não me deixavam reagir.

Fiquei hipnotizada,
Não conseguia deixar de olhar,
Aquele rosto difuso,
Eternamente a Gritar.

Com tecnologia do Blogger.

Popular Posts

Contact Us

Nome

Email *

Mensagem *