Mostrar mensagens com a etiqueta Imaginário. Mostrar todas as mensagens

Naufrago

12 Comments »


Sou um marinheiro perdido
Atracado num porto distante
Num barco escondido
Neste mundo gigante

Vagueio por aí sem rumo
De alma envenenada
Por essa noite vazia
Cortando o tempo à navalhada

Voltei as costas ao futuro
Embriaguei-me com o riso do passado
À muito não trespassa esse muro
Desta vida estagnada

De que vale ter o mapa
Se o barco está parado
Avistar a terra prometida
Tendo o fim já traçado

...Temporais Alienados...

26 Comments »


Observo a palidez abstracta dos céus tempestuosos
O sol escarlate forma constelações aleatórias de corais
Que ondulam suavemente embriagados nos beirais irregulares

Dos telhados translúcidos do tempo irrevogável.

Sinto a voz do além a sussurrar tenuemente

O inicio de um novo ciclo magestoso

As palavras aprisionadas nas espirais do tempo
Gritam ávidas pela derradeira libertação
Onde finalmente poderão rasgar os céus do paraiso

Libertando a palidez dos temporais.

Oceano de Gritos

23 Comments »

Caminho por entre o vago,
Flutuo sobre os muros do Universo,
A vida é uma sucessão funesta,
De acontecimentos débeis,
O tempo está cansando,
Mortalmente magoado...
O destino resume-se a dois tristes versos,
O mero grito da minha alma vazia...
E o cenário desolado do tempo passado...
Quero poder respirar profundamente,
Todas as horas destas palavras inventadas,
Ficam para trás, pálidas e ressequidas,
São meras sombras esmaecidas,
Das distâncias nunca alcançadas,
Sinto a minha mente inundada,
Por um oceano de gritos,
Que calados me cortam a alma...

Maresia

38 Comments »


Hoje a noite tem ousadia,
Fui-me banhar no mar,

O meu corpo nú,

Pelas ondas a nadar.


Serpenteando pela água,

Vou inalando a maresia,

Em suaves mergulhos,

Vou-me entregando à folia.


As ondas transparentes,
Lambem o corpo salgado,

Parecem quase serpentes,

A abraçar-me atrevidas.


Nessas revoltas águas marítimas,
Testemunhas de encontros ardentes,

Que fazem suas, essas vítimas,
Que se deliciaram, se extasiaram.

A volúpia vai aumentando,
Onde sem pressas ou vergonhas,

O meu sexo vai pulsando,

E a frieza da maré me refresca.


E no fundo da minha alma,
Solto um gemido sentido,
E o prazer finalmente acalma,

Nesse orgasmo salino.


E sob a protecção do oceano,
Realizei esse bailado febril,

Esse acto doido e insano,

De a
Neptuno me entregar.

Sinto a inebriante fragrância,
Cheiro forte e indescritível,

É exalada em abundância,

A sedutora maresia do mar.

Paisagem Anoitecida

35 Comments »


O dia deita-se suavemente
Nos braços da noite
A lua ilumina tenuemente
A paisagem anoitecida

Os amantes furtivos
O seu brilho observam
São hipnotizados
E lentamente se perdem

O luar incandescente
Acaricia os corpos frementes
O vento do desejo
Arrefece os corpos ardentes

As estrelas excitadas
Desfalecem pelo céu
Riscam o ar puro e diáfano
Açoitando o inexorável breu

O cometa da paixão
Navega à deriva
Preenchendo de tesão
Os corpos ávidos...

Com tecnologia do Blogger.

Popular Posts

Contact Us

Nome

Email *

Mensagem *