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Sem Resposta

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O Amor sem resposta
É eterna agonia
É pungente dor
Feita de escuridão e melancolia

É um sufoco, uma falta de ar
Um intenso aperto no peito
Um lento sufocar
A perspectiva da vida sem alento

É morrer de medo, de desespero
E no pulsar de tão horrenda agonia
Teme-se uma vida sem brilho e sem tempero
É cair desamparada no vazio

Sentir uma inadiável necessidade de suspirar
Para tentar aliviar o peso no peito
O cataclismo, que se sente a aproximar
Não se encontra um outro jeito de ludibriar

É como um esvaziar de vida
Vem súbito, repentino
Faz o coração, entrar num turbilhão
E lança a alma, num verdadeiro desatino

Partiste...

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E num momento, tudo o que se fazia presente
Evaporou-se, ficou o vazio, a ausência.
Não houve despedidas, nada mais restou.
Além da chuva mansa que fecundou a minha agonia.

Fiquei nesse porto abandonado, qual borboleta sem asas.
Ninguém por perto, a não ser a saudade como companheira.
Que iluminava sem escrupulos, esse deserto, sem pressas.
E num frenesi louco, desvairado, adormeci finalmente...

Mato a saudade com veneno, a conta-gotas.
Partiste sem olhar para trás, sem despedida.
Sangra o coração rasgado, a alma vazia.
Fiquei parada, triste. Amargando a dor da partida.

Em algum lugar a tua alma repousa.
Partiste, mas espero o teu regressar.
Entre esses jardins te aguardarei,
Até um dia te poder voltar a abraçar.

Um Adeus

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Vivi para ti,
Não sei bem porque o fiz,
Talvez por uns instantes,
Frugais momentos de prazer,
Umas noites bem passadas,
Mas nesses esporádicos momentos,
Tu fazias-me feliz,
Ainda que só por uns instantes...
Gostava de partilhar contigo,
Gostava de te sentir,
Gostava de te abraçar,
De ouvir a tua voz.

Nesse fugaz tempo,
Em que estávamos juntos,
Fazias-me sentir a mais feliz das mulheres,
Contudo, noutros, fazias-me mal,
Depreciavas o que fazia,
O que na realidade era... o que sou!
Ficava dias sem te ver, sem saber de ti,
Fazias-me mal, pois eu não conseguia perceber,
O porquê das tuas fugas, do teu desagrado.

Tudo isso para de um momento para o outro,
Apareceres como se nada tivesse passado...
Nunca deste uma única razão para a tua atitude,
Aprendi a conviver contigo, mas principalmente,
Aprendi a amar-te em silêncio, a ser paciente...
Não te incomodava com mensagens inoportunas,
Tentei manter-me afastada... mas ao teu alcance.

Mas...

Deixei-te partir aos poucos e poucos,
Pois quando tu mostravas disponibilidade,
Era por puro egoísmo, o teu ego precisava de carícias,
A minha alma foi endurecendo, ficando insensível.
E tu...
Foste-te afastando aos poucos e poucos,
Até que um dia o meu coração disse-me: perdeste-o...
Mas como se pode perder algo que nunca se possuiu,
Estou ressequida, nada ficou.
Simplesmente deixei-te ir...

Lembranças

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Onde estiveres
Não te esqueças de mim
Com quem estiveres
Mantém-me no teu pensamento
Quero apenas estar contigo
Seja de que maneira for

Por um momento pensar
Que pensas em mim também
Mesmo que já exista outro amor
Que já tenha preenchido o teu coração

Quero que guardes na lembrança
Um pouco de mim, como te fiz feliz
Quero que te lembres
Que por mais que eu tente
Nunca te irei conseguir apagar da minha alma

Fluíste em mim tal qual a maré
Que vai e vem
Embriagaste-me com as tuas palavras
Ditas no silêncio do teu olhar

Sitio Especial

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Hoje busquei um pouco de solidão
Senti a necessidade imperiosa
De ir ao meu lugar de meditação

Sentei-me a olhar cegamente
O mar escuro e revolto
Imenso à minha frente

Pensamentos sombrios
Cruzaram a minha mente
Sentimentos obscuros

Revolveram o meu subconsciente
Busquei consolo nas recordações
Mas até elas fugiram fútilmente

Um soluço escapou ruidosamente
Senti um aperto no peito
Pergunto-me se "ele" ainda sente

As lágrimas brotam
Húmidas e sentidas
Pelas faces rolam

Lavam a alma denegrida
Mancham a pele frágil
Deixando-a enegrecida

Senti o corpo gelado
Abandonado nesse ocaso
O sol estava já deitado

Na noite me perdi
Vagueei sem rumo
E na escuridão me dilui...

Longo é o Caminho

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Sigo por este caminho interminável
Uma linha recta de terra árida, estéril
Estende-se, alonga-se infindável
Bem lá longe ao fundo do horizonte


Cansada, olho para trás
Um denso nevoeiro avança
Corre ao meu alcance
Devorando qualquer fuga possível


Apavorada, olho em volta
Altos muros de espinhos cercam-me
Ladeiam esta estrada maldita
Inibindo qualquer escape


No chão à minha frente, desvendo
As curvas de um corpo sinuoso
Que claramente suplica, implora
Por um pouco de repouso


Sigo célere, essa viagem sem volta
Tento a todo o custo encontrar um fim
Olhos cansados, imploram, buscam
Um local seguro onde finalmente


Poderei repousar…


**


Com muito amor e saudade de ti, Mãe

Medo

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Sinto o coração apertado
A cabeça estala de tensão
A escuridão abraça-me
Como um amante possessivo

Olho cegamente ao meu redor
Procuro refugio no ruído do sol
Quero tocar delicadamente
O brilho incandescente do mar

O medo aprisiona-me repentinamente
A dor devora esfomeada
As minhas já ténues forças
Estou cercada por muros infinitos

Faço um esforço sobre humano
Mais um... Além de todos os que já fiz
Esgotada, um grito surdo emudece-me
Os olhos choram secos pela dor

**

Dedicado ao A.S.
Que a eternidade te abrace serenamente

**

Imagem @ www

Peito Vazio

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Vou abrir o meu peito
E arrancar o meu coração
Talvez seja essa a maneira
E a derradeira solução

Que eu encontrei finalmente
Para enfrentar qualquer decepção
O peito vazio irá colaborar
Pois não sentirei nenhuma emoção

Nada poderá me desequilibrar
Um sorriso deixo dos meus lábios fluir
E as lágrimas impedidas de deslizar
Viver sem emoção deve ser menos doloroso

Pois se cravarem um punhal no meu peito
Não terei lá o meu coração
Não estará mais lá para ser ferido
E não sentirei mais qualquer decepção...

**


( Imagens Retiradas da Internet )

Oceano de Gritos

23 Comments »

Caminho por entre o vago,
Flutuo sobre os muros do Universo,
A vida é uma sucessão funesta,
De acontecimentos débeis,
O tempo está cansando,
Mortalmente magoado...
O destino resume-se a dois tristes versos,
O mero grito da minha alma vazia...
E o cenário desolado do tempo passado...
Quero poder respirar profundamente,
Todas as horas destas palavras inventadas,
Ficam para trás, pálidas e ressequidas,
São meras sombras esmaecidas,
Das distâncias nunca alcançadas,
Sinto a minha mente inundada,
Por um oceano de gritos,
Que calados me cortam a alma...

Alma Penada

24 Comments »


Quando eu estiver longe
E não mais puder voltar
A saudade a bater forte
E o meu coração sangrar

Lembra-te que algures por aí
Estarei eu tristemente a chorar
Lágrimas sentidas e amarguradas
Por não te poder amar

O esquecimento provoca dor
O silêncio prolonga-o
Da minha boca sai um clamor
Adeus meu amor...

Dentro de Mim

26 Comments »


Vivo no meio do nada
Moro numa imensidão sem fim
Nesta terra desconhecida
Habito dentro de mim...

Não consigo mais falar
Não me consigo ouvir
Não consigo ver
Só consigo sentir...

Moro dentro da minha alma
É tudo o que me sobrou
Ouço murmúrios do que fui
Grito afincadamente o que sou...

Enquanto morrem as palavras
Adoece o mundo por falta de amor
Fico aqui no meio do nada
Flutuando nesta dor...

**

( Imagem Retirada da Internet )

Não me Mates...

51 Comments »


Não me mates dentro de ti,
Ouve o som do teu coração,
Ele bate...
Na esperança que um dia,
Ainda vou ser tua...
Não me arranques,
Não vou sair assim,
Sem mais nem menos...
Deixa-me repousar,
Na tua memória,
Com um amor,
Que não causa dor.
Talvez essa morte não seja,
O que realmente desejas,
Guarda-me no teu peito,
Não mates a esperança,
De ainda me dares um beijo...
Não aniquiles o sonho,
Apesar de parecer impossível às vezes...
Pois corpo que não sente...
Simplesmente,
Mente...
Deixa-me existir bem ai...
Dentro de ti,
Como o entardecer,
Que vai findando lentamente...

Pensamento de Amor

58 Comments »


O meu pensamento voa nubloso
Até pousar suavemente no chão

Pousa sem pressa, mansamente

Escondendo os segredos num senão


Afago as palavras nublosas

Caem como a chuva de verão
Acariciam os sonhos de outono

Acendem as chamas do coração


Navegam nas nuvens serenamente

As asas suaves da mais pura seda

Afagam a alma do universo ternamente

Ricocheteando mansas e serenas

Sentimentos guardados

Sufocados dentro da minha alma
a gritar
Procuro as palavras certas

Para poder finalmente me pronunciar


Sentimentos de paixão
Por alguém que não me sente
Sentimentos de amor

Por alguém que está ausente


As minhas palavras estão mudas

Não mais ouvi o seu distante murmurar

Guardo-as todas dentro do meu peito
Todas elas a querer falar

As palavras em silêncio

Revelam-se no brilho do meu olhar
Na esperança que as consigas

Finalmente decifrar...

Vida Sem Sentido

36 Comments »


O relógio parou....
A felicidade em mim,
Simplesmente estagnou...

Sinto os dias a passar.
O ponteiro do relógio,
Parece nunca mais andar...

Adiar a volta para casa,

Começa a tornar-se uma constante...
Parei... olhei...
Quero andar para a frente...

Mas sou puxada para trás...

Perco-me de mim mesma...

Os passos recuantes são determinados...
Não consigo resistir à sua tendência...

Levam-me a um ponto sem retorno....

Levam-me a essa ténue barreira...

Que fica entre a demência...
E a consciência...
Sinto a confusão...
Mas também a indiferença...

O sofrimento estava controlado...
E profundamente adormecido...

Mas...
agora...
Quero viver...

Quero voltar a sorrir...
Quero sentir-me viva...
Amada... desejada...
Quero ter um sentido...

Nesta vida sem sentido...

Estou...

18 Comments »


Estou mortalmente cansada,
O meu corpo fraqueja,
Tenho a mente fatigada,
Diria quase que dormente...

O meu riso alegre,
Disfarça a tristeza em mim embutida,
Neste meu coração ressequido,
E de alma enegrecida...

Sinto uma lágrima a cair,
Desliza gélida e solitária,
Até ao meu regaço fluir,
Onde me inunda num frémito...

Sinto que o tempo se dilata,
Expande-se brutalmente,
Até preencher ávido,
Todos os meus recantos fatalmente...

A minha Alma...

27 Comments »


A minha alma chora...
Purga toda a tristeza,

Que acumulou de outrora,

Nada parece secar essa nascente...

Chora...


Pelo cansaço de ser, e o de não ser,

Chora pela estrela que brilha,

Admirando o seu resplandecer,
Até finalmente lentamente se apagar...


Chora...


Pelas coisas perdidas,

Ao chorar livra-se da emoção,

Sentimentos enraizados dessa vida,

Que produzem satisfação, ou talvez não...


Chora...


A partida que finalmente a liberta,

Voará no infinito onde vê o sol brilhar,
Pronta para nesse amor ténue,

Finalmente caminhar...

A Fera...

14 Comments »


Para mim é cada vez mais difícil,
Tentar encurtar esta distância,
Quase que impossível,
Evitar a intolerância.

Tudo vai acumulando...
Até que assume uma proporção devastadora,
Sou uma simples alma sofredora,
Que ama o impossível, o impalpável...

Somos dois desconhecidos,
Ao mesmo tempo íntimos,
E totalmente interligados,
Mas por outro lado,
Completamente desintegrados.

Somos dois seres precisos...
Caminhamos juntos,
Mas um abismo,
Parece separar-nos.

Sou persistente e decidida,
Posso não te têr sempre ao meu lado,
Sou resistente aos acasos,
Mas o tempo,
Tem-me enviado recados.

A todos os instantes,
Recebo a sua visita,
Incômoda...
Inesperada,
Totalmente indesejada.

Num grito mudo,
Vem me avisar,
Que contra a distância...
É impossível lutar...

Ela é traiçoeira,
E pouca coisa tolera,
Quase posso jurar,
Que parece uma Fera.

Devora sem escrúpulos,
Todos os sentimentos,
Como se fossem a sua inesgotável,
Fonte de alimentos...

Insónias...

12 Comments »



É madrugada...
Lá fora ouço ruídos... Sons...
Murmúrios inquietantes...
Solitários... Vazios...
Mil pensamentos torturantes,

Invadem a minha mente,
Trazem recordações...
Lembranças de outrora...



A tristeza parte o meu coração,
Desfaz-se em mil estilhaços.
Tento, em vão adormecer,
Esforço-me por apagar da minha memória,
As imagens de nós dois,
Os momentos de paixão...


Nesta mesma cama,
Onde agora me viro, Me revolvo...
Sem descanso... O sono não chega,
Não me alcança,
Nada me acalma,
Me apazigua,
Só esta ténue lembrança...


Que tenho dentro de mim...
Não sinto frio... Nem calor...
Só um cansaço desmedido,
Pela falta do teu amor...


Os sonhos...

À muito que abandonaram o meu ser,

Não fazem mais parte,
Das minhas noites insones,
Tristes... Solitárias...


Como eu queria..
Só mais uma vez te ter...
A minha alma vagueia,
Solta-se do meu corpo,
Mesmo sem eu perceber...
Como se já não me pertencesse...


Viaja por terras desconhecidas,
Na eterna busca de carinho...

Enreda-se nessa teia...

Maléfica que é a distância...

Olho para o lado da cama..


Está vazio...
E num repente...
Um calor percorre ardente...
O meu ser.


Circula célere nas minhas veias,

Infiltra-se nos meus poros,
A minha pele arrepia-se,

O meu sexo lateja a um ponto agonizante,

Na lembrança erótica e electrizante...


Dos momentos de puro prazer partilhados...
Recordo o som dos gemidos...
Como era intenso e único...
Cada vez que fazíamos amor...
Os orgasmos indescritíveis...
Inesquecíveis...


Tudo isso hoje...


Transformou-se na maior razão,
Das minhas noites de insónias...

O Caminho da Perdição...

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Quero sair por aí
Pegar o meu carro e viajar

Sentir os quilómetros

Por mim a passar

A estrada sinuosa

De contornos algo misteriosos

Por vezes tortuosa

Quero sentir o veludo do estofos

Que macios a minha cútis abraçam

Tocam-me...

Tal qual as mãos experientes de um amante

Sinto-as a me acariciar

Levam-me a devaneios loucos
Quero-as a me desbravar

A velocidade estonteante

Faz a paisagem passar veloz

Apanho o caminho da perdição

Quero loucamente chegar à sua longínqua foz

Nesse leito nocturno

Tantas e tantas vezes me entreguei
Já lhe perdi a conta...

De quantas noites te procurei

Sinto o teu aroma intenso

Tal qual as flores que ladeiam a estrada

Rumo cegamente nessa escuridão

Tentando encontrar a tua morada

Eis que tristemente
Vislumbro mais uma aurora

O raiar de um novo dia

Chego a esse destino sem rumo
E fico nessa eterna agonia...

Enfim descansarei...

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Atormentas-me a alma,
Com a profundidade da dor,
O teu silêncio cansa o meu ser,
Tira de mim o que de mais puro tenho,
Não sei mais que fazer...

Vou percorrer o mundo...
Conhecer novas paragens,
Buscar ávida uma nova sensação,
Para o meu sofrido coração.

Sinto neste tempo a amargura,
A ingratidão em que vivo,
O esquecimento que perdura,
E eu mais uma vez,
Entro em fuga....

Acordo na escuridão...
Nesse tenebroso e assustador breu...
Quero ser iluminada...
Para que finalmente,
Possa ser notada.

Quero sentir o aconchego,
Da tua muralha protetora,
Os sentimentos que me castigam,
E a minha alma fustigam...

Pois finalmente
Contigo estarei...
Protegida de tantas dores,
Tantas marcas, tantos descasos...
Tantas traições...
Enfim descansarei...

Com tecnologia do Blogger.

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