Sem Resposta

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O Amor sem resposta
É eterna agonia
É pungente dor
Feita de escuridão e melancolia

É um sufoco, uma falta de ar
Um intenso aperto no peito
Um lento sufocar
A perspectiva da vida sem alento

É morrer de medo, de desespero
E no pulsar de tão horrenda agonia
Teme-se uma vida sem brilho e sem tempero
É cair desamparada no vazio

Sentir uma inadiável necessidade de suspirar
Para tentar aliviar o peso no peito
O cataclismo, que se sente a aproximar
Não se encontra um outro jeito de ludibriar

É como um esvaziar de vida
Vem súbito, repentino
Faz o coração, entrar num turbilhão
E lança a alma, num verdadeiro desatino

Partiste...

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E num momento, tudo o que se fazia presente
Evaporou-se, ficou o vazio, a ausência.
Não houve despedidas, nada mais restou.
Além da chuva mansa que fecundou a minha agonia.

Fiquei nesse porto abandonado, qual borboleta sem asas.
Ninguém por perto, a não ser a saudade como companheira.
Que iluminava sem escrupulos, esse deserto, sem pressas.
E num frenesi louco, desvairado, adormeci finalmente...

Mato a saudade com veneno, a conta-gotas.
Partiste sem olhar para trás, sem despedida.
Sangra o coração rasgado, a alma vazia.
Fiquei parada, triste. Amargando a dor da partida.

Em algum lugar a tua alma repousa.
Partiste, mas espero o teu regressar.
Entre esses jardins te aguardarei,
Até um dia te poder voltar a abraçar.

Com tecnologia do Blogger.

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