
O Amor sem resposta
É eterna agonia
É pungente dor
Feita de escuridão e melancolia
É um sufoco, uma falta de ar
Um intenso aperto no peito
Um lento sufocar
A perspectiva da vida sem alento
É morrer de medo, de desespero
E no pulsar de tão horrenda agonia
Teme-se uma vida sem brilho e sem tempero
É cair desamparada no vazio
Sentir uma inadiável necessidade de suspirar
Para tentar aliviar o peso no peito
O cataclismo, que se sente a aproximar
Não se encontra um outro jeito de ludibriar
É como um esvaziar de vida
Vem súbito, repentino
Faz o coração, entrar num turbilhão
E lança a alma, num verdadeiro desatino